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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Enoque - Um Homem que Andou com Deus

Enoque, a estrela da manhã do mundo, é um modelo de extraordinário valor para nós no dias de hoje. Pelo desígnio de Deus, ele foi um grande protótipo do arrebatamento. Enoque era um gentio, como nós; viveu na época que o mundo vislumbrou o nascimento da invenção científica (11); e o rápido crescimento da maldade, quando a terra estava cheia de violência. Apesar disso, seus pés permaneceram na rocha do julgamento que estava para varrer toda a terra; e ele foi, como Espírito Santo enfatiza, “o sétimo depois de Adão” (Judas 14). Ele representa, em tipo, todos aqueles que, depois de seis mil anos de pecado, deverão participar do Descanso Sabático [Milênio].  A sua libertação ocorreu por uma remoção repentina e sobrenatural, através da abertura de um portão para o céu que aconteceu apenas duas vezes desde então, apenas para santos notáveis. O arrebatamento dele foi o primeiro deste tipo na história do mundo, enquanto que o nosso será o último. No entanto, devemos atentar que o arrebatamento de Enoque é o único arrebatamento na Bíblia imposto pelo Espírito Santo como um modelo para nós. 

Apenas a apresentação deste registro é resplandecente com luz espiritual. Por que nós não sabemos absolutamente nada dos fatos físicos de sua vida; não temos nenhum evento marcante registrado; de uma profunda obscuridade ele saltou para o céu. Quão profundamente sugestivo! “Ouvi, meus amados irmãos, não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos na fé” – Seus diamantes ocultos – “e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tiago 2:5). A Igreja não sabe nada de suas estrelas mais brilhantes, porque elas se movem abaixo da faixa de suas órbitas celestes.

O ponto mais significativo é que o Apóstolo que escreve o prefácio dos julgamentos Apocalípticos – Judas – é aquele que mais enfatiza o testemunho de Enoque, e o revela como um testemunho do Segundo Advento. Enoque profetizou, dizendo – “Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos” (Judas 14) – sobre Judeus e Gentios, Igreja e mundo. 

Aqui uma nova verdade surge ao nosso alcance, como uma nova estrela. O arrebatamento está particularmente conectado com o testemunho da volta do Senhor; este foi o testemunho exclusivo de Enoque. As palavras do Senhor para o Anjo da Igreja em Filadélfia diz o seguinte: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” (Apocalipse 3:10). 

De todos os santos de Hebreus 11, apenas Enoque foi transladado; e dele somente, dentre todos, é registrado um testemunho do Segundo Advento.  O Espírito Santo diz que aquele testemunho era para homens da nossa dispensação, ainda que quatro mil anos atrás. Enoque disse: “quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão” (Judas 14). Vale observar como são fixados juntos o falar do Segundo Advento e a sua vida com o arrebatamento. Eis que o próprio Enoque se tornou a prova viva do seu próprio testemunho. “...já não era, porque Deus o tomou para si” (Gênesis 5:24). “Um será tomado, e deixado o outro. Portanto vigiai...” (Mateus 24:41).

O Espírito Santo nos revela o segundo fundamento da transladação de Enoque. “Pela FÉ, Enoque foi transladado para não ver a morte”(Hebreus 5:5). A fé que é tão enfatizada através de Hebreus 11, que assumimos se tratar de uma fé salvadora, não se limita a isso apenas, mas é uma fé muito mais vasta e mais potente. Abraão e Sara gerando Isaque em idade extremamente avançada, Moisés renunciando o palácio Egípcio, Jericó derrubada por sacerdotes em marcha, ressurreição dos mortos. reinos conquistados, promessas obtidas, bocas de leões fechadas, o poder do fogo extinguido; todas estas foram operações de algo maior do que uma fé salvadora. 

Portanto, podemos observar que a fé para transladação, representa bem mais que apenas uma mera fé para salvação, mas é classificada pelo Espírito Santo entre as grandes conquistas do mundo. 

“A Escritura mostra que a transladação foi uma prova do amor Divino para com Enoque, por conecta-lo imediatamente com sua vida piedosa e reta” (Calvin). Portanto, sozinho entre estes patriarcas, a experiência de Enoque no arrebatamento é capturada pelo Espírito Santo para enfatizar a recompensa: “pois, ANTES da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus... porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que... se torna GALARDOADOR”. 

Podemos observar que Enoque foi transladado quando todos os patriarcas menos dois – Adão, porque estava morto, e Noé, que ainda não havia nascido – permaneceram na terra, e continuaram assim. A sua fé não era baseada no fato que ele seria transladado, porque não é mencionado em lugar nenhum que Deus tivesse o revelado que ele seria removido sem morte, ainda porque, o evento nunca tinha ocorrido antes, para que ele imaginasse isto. No entanto, a fé que o tornou aceitável a Deus por meio da qual ele foi transladado. Fé que agrada a Deus descansa, abrigada no coração de uma vida santificada, a raiz do pleno florescer que Deus colheu. 

“A transladação de Enoque foi um testemunho para um mundo todo da aprovação de Deus de sua conduta” (John Angel James). Enoque considerou novecentos ou mil anos de vida na terra com corrupção ao seu fim, como nada comparado a um repentino céu. Ele parou no “meio-dia” de sua vida, para ser o mais novo dos patriarcas a abandonar sua vida, e Deus deu a ele cinco mil anos em um mundo melhor. 

Então o Espírito Santo desenha uma lição geral de máxima importância prática e profética para nós: que o prazer dado a Deus no arrebatamento não vem do mero ato da conversão, mas de uma vida de devoção. O Velho Testamento diz – “Enoque andou com Deus” (Gênesis 5:24), em contínuo agradar, foi o seu andar que produziu sua  remoção. Ele mudou seu lugar mas não sua companhia. Porque “sem fé é impossível agradar a Deus”; que é, qualquer que seja a frase que escolhermos – ele “agradou” a Deus, ou “andou” com Deus – ambas implica em fé, e fé contínua: “porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que se torna galardoador [fornecedor da recompensa; Alford] daqueles que O buscam”. “Deus o removeu da terra de uma forma tão incomum para que todos possam saber quão amado ele era para o coração de Deus” (Calvin). Para uma vida de extraordinário mérito, Deus concedeu uma recompensa extraordinária; ele se tornou Enoque, o imortalizado porque ele foi o Enoque o santificado; o próprio nome “Enoque”, com o rico significado dos nomes Bíblicos, significa dedicado, consagrado, separado. “Uma razão porque essa honra foi conferida a ele foi para mostrar sua transcendente excelência” (Gilfillan). 

Então nosso Deus diz – “vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar”(12) : “Eis que venho sem demora, e comigo está o GALARDÃO que tenho para retribuir a cada um segundo as SUAS OBRAS” (Apocalipse 22:12). Se Deus não tivesse a intenção de dar a Enoque esta honra especial, seria fácil livrá-lo da tribulação que viria através da morte comum, como Ele fez com Matusalém. Já foi dito que o máximo atingido por alguns Cristãos é serem criminosos perdoados: Enoque é um dos poucos homens na Bíblia contra o qual nenhum pecado é registrado. “Em todas as eras é universalmente reconhecido que nenhuma honra maior foi jamais publicamente outorgada a qualquer homem na terra, do que a outorgada a Enoque e Elias, uma honra evidentemente dada para ilustrar o inalterável princípio que Deus honra extraordinariamente aqueles que O honram excepcionalmente” (Cornwall) (13).
Então tudo concentra no andar com Deus – “Enoque andou com Deus” (Gênesis 5:24). Esta expressão ocorre apenas duas vezes na Bíblia: no caso de Enoque, tipo da libertação celestial, e no de Noé, tipo da fuga Judaica. Está registrada uma vez em relação à Noé (Gênesis 6:9), mas duas vezes no caso de Enoque (Gênesis 5:22,24); porque o chamamento celestial envolve uma intimidade dobrada com Deus. “Ele foi um homem que caminhou com Deus, e o curso de sua conversação era santo e reto; o que foi a razão da sua transladação, uma alta honra que foi outorgada a ele” (Dr.Gill). Ninguém vai escapar dos julgamentos que virão a não ser aqueles que andam com Deus. 

Há uma requintada beleza na frase que é discernida apenas por uma sensível visão espiritual: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Amos 3:3) - isto implica em intimidade e comunhão constante, uma concordância de mente e de propósito, uma união de coração e alma, uma solidariedade de sentimento e afeição. Isto representa uma vida solitária. Enoque andou com Deus quando todos os homens estavam andando contrários a Ele. Nada no mundo é mais valioso do que a habilidade de andar sozinho, porque este é o pré-requisito de andar com Deus. O homem que anda com Deus se torna extremamente sensível a críticas a Cristo, e muito sensível ao inevitável julgamento (Judas 15), exatamente como fez Elias (Rm.11:3). É excepcional que os únicos dois homens que foram arrebatados antes de Cristo foram ambos distinguidos por extrema solidão, e por um testemunho corajoso em uma era de maldade dominante. Ou seja, o homem que permanece sozinho pelo correto é o homem que Deus se deleita em honrar. É um conforto extraordinário o fato de que Enoque sozinho registrou distinção pela sua bondade; uma estrela da manhã inundada com a luz do Sol que ainda não havia nascido. A lei no reino natural – que o semelhante atrai seu semelhante – é regra também no espiritual: celestial atrai o mais celestial, até que, no prévio desígnio de Deus, um poderoso imã celestial repentinamente age (Marcos 4:29), e os Enoques desaparecerão.

Eu peço a Deus que me deixe morrer quando a luz do Advento morra em meu coração e vida.  A terra está voando abaixo de nós como se estivéssemos viajando em um trem expresso; nada agora interessa, mas as coisas que se dirigem a santificação e para Deus. “E Enoque andou com Deus!” Seja este o nosso alvo. “E JÁ NÃO ERA, PORQUE DEUS O TOMOU PARA SI” (Gênesis 5:24).

(11) Jabal como o fundador do comércio, Tubalcaim da Indústria, e Jubal da Arte (Gn.4:20-22), foram o alvorecer do apogeu do poder, um espelho de nossa própria grandiosa era. A retirada de Enoque muitas décadas antes do Diluvio nos assegura (por tipo) do escape dos Enoques dos últimos dias antes da aproximação dos julgamentos, por um arrebatamento secreto como este.
(12) Na versão em Inglês é usado o termo “accounted worthy” que quer dizer, ser “considerado digno”. Na versão Almeida Corrigida e Revisada – o termo utilizado é “para que sejais havidos por dignos de...”.

(13) “Não será sem a fé de Enoque, podemos estar certos, que seremos considerados dignos de uma transladação como a dele. Sem o caminhar de Enoque seremos encontrados entre as sábias e prontas virgens. Sem o testemunho de Enoque, de acordo com a vinda do Rei e Juiz, a preciosa promessa a Igreja de Filadélfia (Apocalipse 3:10) será tornada nossa.” (W. Maude). Uma tradução de um erudito de Lucas 21:36 é grandemente sugestiva: “Tomem cuidado com vocês mesmos no caso de seus corações serem dominados por devassidão e bebedice, e ansiedade mundana, e que esse dia tome vocês repentinamente como uma armadilha: de hora em hora permaneçam acordados, orando que possam ter sucesso em escapar desses perigos que virão, e possam estar de pé diante do Filho do Homem.” 

Extraído do livro "Rapture" (Arrebatamento) - D.M.Panton

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Elias - Um Tipo do Arrebatamento

Observando o grandioso arrebatamento de Elias, ainda na dispensação da Lei, temos marcante profecia dos eventos dos últimos dias. Em Elias temos o modelo de prontidão, uma vez que ele foi o único homem que, de antemão, sabia do seu arrebatamento. Ele sabia do fato, e provavelmente da data que iria acontecer, e compartilhou essa informação com outros que o acompanhavam. Passo a passo, ele (como Enoque) andou com Deus: “o Senhor me mandou a Betel”; “O Senhor me enviou a Jericó”; “O Senhor me enviou ao Jordão” (2 Reis 2:2). 

Assim como Filipe - o homem arrebatado pelo Espírito (Atos 8:39) - é um tipo da alma arrebatada que buscava os perdidos, assim Elias é um tipo da alma que trabalhava no estabelecimento dos santos quando isso aconteceu. Ele combateu o rápido surgimento da apostasia em seu tempo, através do estabelecimento de locais de devoção e estudo nas escolas dos profetas. Elias amou aqueles que foram deixados para trás; e era ávido por deixar o melhor de si. Falava (com Eliseu) apenas de assuntos que não fossem incompatíveis com a faísca instantânea da presença de Deus; testemunhou pelo Senhor sem medo, esperou Nele sem desanimar – “Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, o achar fazendo assim” (Mt 24:46). Podemos, viver assim, como ele viveu, de forma que a contemplação do Advento seja pura alegria. 

Subitamente uma multidão de nuvens, o estrondo do trovão; um repentino tornado – uma carruagem de fogo – dois profetas separados – o arrebatamento de um profeta – um manto derrubado – um céu aberto – a tempestade acabou, e um profeta se foi. Assim são os ‘Elias’ – ‘senhores fortes’, que dominam o pecado e determinam, até certo ponto, o próprio destino. Eles desaparecem. Pelo milagre da transladação, pela santidade que tornou esse milagre possível, Elias fez mais pelos filhos dos profetas que talvez toda a sua vida e ensino jamais fizeram. 

Mas, nessa ocasião, uma memorável pista é dada do arrebatamento que ainda iria ocorrer. O Espírito coloca grande ênfase na palavra ‘dois’. “Ambos foram juntos”; “ambos pararam junto ao Jordão”; “passaram ambos em seco”. Temos então dois homens.  O Salvador, tempos depois, disse: “então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro... PORTANTO VIGIAI” (Mt 24:40). 

A separação das águas do Jordão ocorreu apenas três vezes, e em todas elas havia uma implicação do arrebatamento parcialmente revelada. Josué, um tipo da entrada dos vivos na Terra Santa pelo arrebatamento; Elias, um sinal de sua própria iminente remoção; e, então Eliseu; passando por um leito seco onde o Rio da Morte fluía se esvaziando no Mar Morto. 

“Se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará” [2 Rs.2:10], disse Elias a Eliseu quando ele pediu uma porção dobrada do Espírito. Enorme será essa necessidade para aqueles que forem deixados (Ap 3:18, 5:6); e, uma incalculável herança pode ser legada àqueles que seguirem os nossos passos, e finalmente participarem do nosso desaparecimento. O Espírito é derramado (como o manto) em Eliseu do alto dos céus abertos, e ele segue para realizar exatamente o dobro (dezesseis) dos milagres de Elias.  Por seguir de perto os passos de Elias, recusando ser abalado, bebendo profundamente do espírito de Elias, Eliseu “levantou o manto, feriu as águas, e elas foram dividiram para um e outro lado” – a natureza reconheceu o magnífico domínio que vem de Cristo – “e Eliseu passou.” No momento que o discípulo recebe o espírito de Elias ele participa do seu arrebatamento.  Enquanto Elias é uma rosa madura, Eliseu é um botão de rosa; mas tanto as primícias como a colheita serão reunidos no final, conforme vemos em Apocalipse 15, versículo 3. 

Muito instrutivos também são os dois grupos que permanecem – os filhos de Deus ainda na terra; e um mundo escarnecedor. Os Filhos dos Profetas, olhando dos alpendres mais altos, não creram na palavra profética que esteve nos lábios de Elias (2 Reis 2:5). Quando o arrebatamento ocorreu, ainda assim não acreditaram. Como foi algo invisível, organizaram um grupo de busca de montanhistas resistentes, para vasculhar a passagens da montanha e desfiladeiros íngremes onde o tornado poderia ter lançado o corpo de Elias. Então Eliseu, amadurecendo para o arrebatamento, fica envergonhado da falta de fé dos seus companheiros crentes (2 Reis 2:17). O único homem que vai encontrar o corpo de Enoque, de Elias ou do nosso Senhor é o homem que, compartilhando do espírito deles, for arrebatado para seu lar. 

É surpreendente observar os comentários Cristãos da atualidade, que prefiguram a incredulidade que virá por parte dos crentes não arrebatados. Alguns Cristãos explicam de diversas formas o desaparecimento de Elias. Uma explicação é que “ele pode ter sido atingido por um raio, ou carregado por um furacão, um tornado ou uma tromba d’água. Ele pode ter sido enterrado na areia, atirado no vale, ou no Jordão. Talvez possa ter sido carregado em uma carruagem pelos guardas do rei; ou se perdeu em uma nuvem descendo da montanha, e estava ainda vivo. Ainda, essa narrativa pode ter sido apenas uma visão que Eliseu teve em seu sono, durante o qual Elias o deixou” (citando Keil e Bertheau). 

Mas o mundo não será um lugar para os santos no tempo do fim. O mundo conhece, mas escarnece do arrebatamento. “Sobe, calvo! Sobe, calvo!” [2 Rs 2:23], gritaram arruaceiros para o Eliseu não arrebatado. “Sobe!”, ascende onde o seu mestre foi, porque você foi deixado? Vá embora! O mundo vai bem sem você. Os não vigilantes “vão andar nus, e os homens verão sua vergonha” (Ap.16:15). Isto ocorre em Betel, cidade cujo nome tanto Oséias como Amós mudaram de ‘Betel’, a Casa de Deus, para ‘Bete-Áven’, a Casa dos Ídolos. 

O arrebatamento surge em um pano de fundo de apostasia; e os escarnecedores do arrebatamento vão falar sob a sombra do Ídolo do grande escarnecedor, o Anticristo. “E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu” (Ap.13:6) – os arrebatados, que agora estão longe do seu alcance. 

Eliseu suportou o insulto por um tempo, então – evidentemente por uma direção de Deus em seu interior – se voltou; e, não no seu próprio nome, mas no de Deus, lançou a maldição, que é exatamente um dos julgamentos dos apóstatas, e uma das aflições da Grande Tribulação: “Se andardes contrariamente para comigo e não me quiserdes ouvir... enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão” (Lv 26:21); “então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles”; assim como Deus, no tempo do fim, vai matar “por meio das feras da terra” (Ap 6:8).

Assim, os ardentes e santos Elias permanecem diante de nós, como uma repreensão a toda a ideia de um arrebatamento fácil e imaturo. As tradições religiosas tentam encobrir a severidade dessa doutrina. Alguns pensam que o mais ultrajante apóstata - o crente excomungado por fornicação ou bebedice e dado a Satanás para destruição da carne - está ‘pronto’, e será chamado em um momento, como algo pra ele de alegria inigualável, para a presença do Senhor [1 Co 5:1-5; 1 Pd 1;8]. 

Alguns ensinam que todos os crentes da presente Dispensação serão glorificados no momento da volta do Senhor. Tentando uma solução alternativa, asseveram que, no final, todos os crentes vivos serão, por um ato excepcional da graça de Deus, tornados obedientes, santos e vigilantes. Isto é, ao menos, uma franca admissão de que eles não o são agora. Sem qualquer dúvida, o irmão incestuoso (por exemplo) era crente, e, se ele tivesse morrido no seu pecado, teria aparecido diante do Senhor excomungado.


Extraído do livro "Rapture" (Arrebatamento) - D.M.Panton

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Arrebatamento

Como esta presente era vai acabar? “Não pelo estampido da revolução”, diz um conhecido professor Cristão, “mas pela escada em espiral da evolução, então o mundo poderá passar para uma perfeita ordem e beleza. A ilha de corais da era de ouro não tardará muito a emergir sob a superfície de águas tempestuosas”. Ou, como outro escritor coloca: “Meu desejo é que pudéssemos alcançar o ideal Cristão de destruir a Igreja (1) permitindo que todo o mundo se torne uma Igreja”. 

Mas a Palavra de Deus é a única que pode julgar antecipadamente o futuro: Porque “temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atende-la, como uma CANDEIA que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2 Pedro 1:19).

Esse problema é definitivamente resolvido em uma parábola do nosso Senhor. Ele compara o mundo com um campo, o trigo semeado no campo são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno; a colheita é a Consumação do Século, e os ceifeiros são os anjos. Aqui estão as palavras supremas e decisivas: “DEIXAI-OS CRESCER JUNTOS [trigo e joio] ATÉ A COLHEITA” (Mateus 13: 30,38). 
Isso derruba toda a teoria da evolução gradual até o Dia do Senhor: 
(I) Porque o mundo na “Colheita” será um mundo malhado - trigo amarelo e joio preto - manchado com cores bruscamente contrastantes; e não um globo laminado na luz. O momento do Advento será a revelação das trevas mais densas da terra. “Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (Isaías 60:2). 

(2) “Pela escada espiral da evolução”: - isto supõe que todo o joio evolui no final para trigo. Mas o crescimento silencioso do trigo e do joio evolui para o fruto, e não para uma mudança de natureza: o joio venenoso amadurece para o fogo; o trigo amadurece para o celeiro. “atai o joio em feixes para ser queimado, mas, o trigo, recolhei-o no meu celeiro” (2).

(3) “Não pelo estampido da revolução”; isto é, por forças exteriores, mas por justiça interior, o mundo será salvo. O Filho do Homem, assentado nas nuvens, deixará descer uma rápida sucessão de anjos ceifeiros, varrendo a terra com uma poderosa segadeira: não evolução, mas uma revolução, governada por perfeita santidade, controlada por perfeita justiça, e esclarecida com perfeito discernimento, pode sozinha desalojar a iniquidade do império do mundo. “Porque os retos habitarão a terra, ...mas os aleivosos(3) serão dela desarraigados”.

1 - Provavelmente o escritor se refere a estrutura física da Igreja (Nota do Tradutor).
2 - Primeiro ajuntai o joio, atai-o em feixes: não quer dizer que o joio é colhido antes do Trigo, porque, tanto na natureza, como na graça, Vindima segue a Colheita. Na Síria a cevada é colhida em Abril, e trigo em Maio, e a vindima segue no final de Agosto. Então em Apocalipse 14, nós temos as Primícias (ver.4); então a Colheita (ver.15); e finalmente a Vindima (ver.18).
3 - Aleivosos – desleal, pérfido, fraudulento, traiçoeiro, calunioso (nota do tradutor).

Extraído do livro "Rapture" (Arrebatamento) - D.M.Panton