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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Onde Não há Visão, o Povo Perece

"Onde não há visão, o povo perece."
Pv.29:18

Hoje, mais do que em qualquer outra época, é fundamental que o povo de Deus tenha visão. Sem visão, nos tornamos indisciplinados, nos corrompemos, somos envergonhados e ao fim perecemos. Espiritualmente falando, ter visão é fundamental para nossa sobrevivência, para nossa perseverança e finalmente, para nossa vitória. Em que consiste a visão? Ela não é primeiramente um ensino, uma doutrina ou um sistema.


Ela consiste numa pessoa: a revelação do próprio Senhor Jesus Cristo. Quando consideramos o fato de estarmos vivendo nos últimos dos últimos dias, percebemos o quanto nós precisamos vê-lo hoje, de uma forma nova, viva e real.



Graças a Deus, Ele hoje aguarda que nos assentemos a seus pés para revelar-se a nós. Ao contemplar a Sua glória, somos transformados na sua própria imagem e passamos a vê-lo como Ele é. Que incomparável privilégio!


Extraído do livro "A Visão de Cristo" - Stephen Kaung
Publicado pela Editora Tesouro Aberto

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

As Sete Igrejas


“Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.”
(Ap 1:3)

A primeira coisa que todos devem saber a ler Apocalipse é que tipo de livro ele é. Todos sabem que um livro de profecias, mas se perguntarmos se as sete Igrejas são proféticas, não ouso responder.

Os capítulos de 1 a 22 mostram-nos que a característica especial de Apocalipse é que ele é, em natureza, um livro de profecia. Não apenas são proféticos os sete selos, as sete trombetas, as sete taças, mas ate mesmo as sete cartas também são proféticas. Este livro é um livro de profecias; esta é a razão porque ninguém ousa acrescentar qualquer coisa a ele, nem é permitido a ninguém retirar algo dele. 

Desde que ele é um livro de profecias, devemos tratá-lo como profecia e descobrir o cumprimento de sua profecia. A natureza deste livro de Apocalipse, se deve prestar a atenção, é primeiramente profecia; em segundo lugar, desde que seja profecia, ela será cumprida.

Na Ásia, nesta época, havia mais que sete Igrejas. Então, por que João mencionou apenas estas sete? Quando ele estava na Ilha de Patmos, ele viu somente estas coisas, estas sete Igrejas, porque estas sete representam todas as outras. Deus escolheu sete Igrejas que tinham características de mutua afinidade e colocou a profecia sobre elas.

Na terra há sete Igrejas; no céu também há apenas sete candeeiros. Mas aqui está o problema; sempre que há uma Igreja nesta terra, há um candeeiro no céu. O estranho é que João viu apenas sete candeeiros no céu. Havia então, apenas sete Igrejas na terra? Parece que a Igreja em Tchankin foi excluída, e a Igreja em Naquim também foi excluída. Que faremos?  Esta é a razão pela qual devemos lembrar-nos de que isto é uma profecia. Desde que é profecia apenas sete igrejas foram selecionadas. Este sete Igrejas são representantes de todas as outras Igrejas; não há numero oito para ser representado. Há mais de sete Igrejas na terra, mas essas sete estão selecionadas como as representantes.

Há somente sete candeeiros no céu, porque a historia das sete Igrejas constitui a historia completa da Igreja.

Devemos dar especial atenção a palavra do capitulo 1: “Bem Aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nelas escritas” (v.3).  Novamente no capitulo 22: “Bem Aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7). Portanto, podemos dizer que esta profecia são os mandamentos de Deus. Embora exteriormente este livro esteja revestido com profecia, com tudo, interiormente é o mandamento de Deus. Este é um livro para praticar, não para estudar.

A profecia aqui difere de outras profecias; ela é para o homem guardar. Entre João e nós há um principio comum, qual seja, essa profecia é para guardarmos – para guardarmos do inicio ao fim.

Aqueles que não querem guardá-la, como podem entender Apocalipse? Como podem entender as sete Igrejas?

Lendo os capítulos 2 e 3 de Apocalipse, não apenas devemos ver que esta é uma profecia para guardarmos, mas também que o Senhor é o Senhor do julgamento. A primeira metade de Apocalipse, capitulo 1, é o prefácio de todo o livro de Apocalipse; A ultima metade é o prefacio dos livros dos capítulos 2 e 3. Assim, estes dois capítulos iniciam com a revelação do Senhor Jesus. Aqui vemos o Senhor “com vestes talares”.  Os Sacerdotes vestiam vestes longas; aqui, o Senhor é um Sacerdote. O Candeeiro está no lugar santo, a luz dele nunca se extinguirá. Sua luz arderá dia e noite; por esta razão, o Sacerdote continuamente, espevita e adiciona o óleo ao candeeiro no santo lugar. O Senhor Jesus é o Sacerdote que anda no meio das Igrejas para ver qual lâmpada está acesa e qual não está. O espevitamento é o julgamento, porque o julgamento começa na casa de Deus. Cristo anda no meio das Igrejas fazendo a Obra de Julgamento, e o julgamento de hoje é visto durante toda a eternidade.


Extraído do livro “A Ortodoxia da Igreja” – Watchman Nee

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As Epístolas de João

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
(Apo 3:13)

Tudo quanto o Apóstolo João escreveu, sejam as Epistolas ou Evangelho, foram sempre os últimos de cada categoria. Apocalipse, claro, foi o último de todos os livros escritos na Bíblia. Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas foram escritos a respeito do comportamento do Senhor Jesus nesta terra, enquanto o Evangelho de João fala sobre aquele que de lá desceu, a saber, o Filho de Homem que está no céu (Ap 3:13). As Epístolas de João foram escritas na época em que os gnósticos estavam confundindo a Palavra de Deus, e elas também levam os homens aos céus para ver a realidade eterna de Deus nos céus.

João nos tira da esfera humana para recebermos totalmente o Filho de Deus. O que João escreveu tem a característica especial de levar-nos de volta ao princípio. O Evangelho de João diz-nos que no principio era Cristo; as Epístolas de João falam da Palavra da vida a qual era desde o principio, e o Apocalipse de João nos leva a eternidade no futuro. O Evangelho nos mostra o Filho de Deus que estava na carne – Ele estava entre nós, mas os homens confundiram-No, pensando que Ele fosse apenas Jesus de Nazaré, então João nos mostrou que este Jesus que estava na carne, estava no princípio. Este é o fato por trás do cenário.

 As Epístolas de João fazem o mesmo. Sua pessoa é o Filho de Deus e Sua função é Cristo. Mas os homens não conheciam o Filho de Deus, nem conheciam o Cristo. Por isso, as Epístolas de João mencionam especialmente estes dois pontos, levando-nos de volta ao principio, ao fato por trás dos bastidores. Na época em que João escreveu Apocalipse, o mundo estava em grande confusão, e César de Roma estava terrível. Portanto, ele nos conduziu a certas condições por trás do cenário do futuro, para levar-nos a conhecer como Deus vê a situação deste mundo. Mas em Apocalipse, não apenas vemos a condição do mundo, como também a condição da Igreja. Apocalipse, além disso, mostra-nos quando a condição da aparência exterior da Igreja está extremamente confusa, o que é que na verdade agrada ao Senhor, o que é que o Senhor condena, e quando o caminho atual do Senhor é pela Igreja. Historicamente, a Igreja quanto à aparência tem muitas manifestações, mas qual maneira, qual condição, é o desejo do Senhor?  É esse desejo que está por traz dos cenários mostrados por João.

 Na Bíblia, há dois grupos de sete epístolas. Deus usou Paulo para escrever o primeiro grupo – Romanos, I e II Epístolas aos Corintios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e a I e II Epístolas aos Tessalonicenses; e Deus usou João para escrever os segundo grupo. As primeiras sete Epístolas falam a respeito da Igreja em tempo de normalidade; as últimas falam a respeito da Igreja em tempo de anormalidade. Os três evangelhos, Mateus, Marcos e Lucas, são normais, ajudando os homens a conhecer Deus; Mas o evangelho de João é a reação de Deus a falta de clareza do homem; esta é a razão porque verdade e graça são mencionadas tão freqüentemente.

As Epístolas de João também foram uma reação de Deus a normalidade; esta é a razão porque elas mencionam luz e amor tão freqüentemente. Os capítulos 02 e 03 de Apocalipse são os tratamentos de Deus para com as condições anormais das Igrejas. As primeiras sete epístolas de Paulo tratam do comportamento normal da Igreja. Mais tarde, a Igreja não estava normal; assim, João, em Apocalipse, escreveu as últimas sete epístolas. As primeiras sete epístolas contém a verdade que a Igreja deve conhecer; as últimas sete epístolas mostram o caminho que a Igreja deve tomar. Hoje, se um homem realmente quer andar no caminho do Senhor, ele deve ler Apocalipse capítulos 02 e 03. Hoje a Igreja tem problemas; então, Apocalipse nos diz o que fazer. Se você não buscar o caminho em Apocalipse, não sei como conseguirá ser um cristão.

Além do mais, as primeiras sete epístolas antes da ultima hora, enquanto as ultimas sete epístolas foram escritas depois da ultima hora, ou durante a ultima hora. A primeira epístola de João 2:18 indica outra era, a ultima hora.  “Filhinhos, já é a ultima hora: e, como ouviste que vem o anticristo, também agora muitos anticristos tem surgido pelo que conhecemos que é a ultima hora”.  Se os cristãos apenas virem a luz nas primeiras epístolas, nunca conhecerão a vontade de Deus na ultima hora.


Extraído do livro “A Ortodoxia da Igreja” – Watchman Nee

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Como podemos entender o livro de Apocalipse

"Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre."  (Mt 7:8)

Para entender o livro de Apocalipse a primeira coisa que se deve fazer é lê-lo. Sem fazer isso, ninguém pode entender esse livro. Não é estranho que quando perguntamos aos cristãos “porque você não lê o Apocalipse?” eles respondem que é porque não o entendem? Por acaso eles querem dizer que é necessário entender primeiro essas páginas para depois lê-las? Que Deus nos conceda paciência para estudarmos a Sua palavra, a fim de que não desistamos de ler logo que encontrarmos alguma dificuldade, pois dessa forma perderíamos muitas bênçãos. Qualquer que ler esse livro do Apocalipse não deve confiar simplesmente no seu próprio poder mental; ele deve, em oração, humildemente e abertamente pedir a iluminação do Espírito Santo. Quando a Sua luz brilha sobre a palavra de Deus, coisas que outrora não foram entendidas durante anos serão imediatamente compreendidas.
Além disso, o leitor desse livro deve manter o seu coração puro - ou seja, ele não deve ler por curiosidade a respeito de eventos futuros. Pelo contrário, ele deve ler atentamente as páginas desse livro, com o desejo de conhecer mais da palavra de Deus, para poder guardar a Sua vontade e receber tudo o que Ele quiser dar através da sua palavra. Deus não abençoará uma leitura que sirva apenas para alimentar uma mente curiosa, pois isso não tem proveito para nossa vida espiritual.
A meu ver, a primeira coisa a fazer para compreender o livro de Apocalipse é obter um conhecimento meticuloso sobre ele. Para começar, leia-o capítulo por capítulo. Leia até que você possa lembrar do conteúdo de cada capítulo sem olhar. Então leia cuidadosamente, versículo por versículo. Memorize os versículos que você considera importante. Use todos os tipos de métodos para se tornar um meticuloso conhecedor desse livro. Assim que você se tornar familiarizado com os seus conteúdos, o Espírito Santo então poderá ensiná-lo.

Agora, estando totalmente inteirado a respeito do livro, você logo descobrirá as suas divisões naturais. Você será capaz de perceber o método do livro e de decidir qual parte é história principal e qual parte é parênteses. Você  pode então pôr a história principal em ordem e determinar o relacionamento entre história e parênteses. Com um programa de estudo detalhado como esse, você verá qual parte está claramente explicada e qual parte está apenas implícita. Não há problema nenhum com as partes explícitas, mas as partes implícitas devem ser comparadas com outras porções das Escrituras. Desde que o livro de Apocalipse é a soma total de toda a Bíblia (nele são concluídos todos os problemas que não foram concluídos em partes anteriores da Bíblia), nós devemos pesquisar os outros livros da Bíblia para esquadrinhar todas as conexões pertinentes. Se interpretarmos as escrituras com o auxílio das próprias escrituras, nós chegaremos a uma acurada explicação e conhecimento. No entanto, como nós já temos observado, a leitura da Bíblia não é apenas para conhecer, mas é para cultivar a vida espiritual. E por isso, mesmo com as partes que podemos entender, nós devemos pedir ao Espírito Santo que nos mostre seus significados espirituais e que nos dê ajuda espiritual.

Extraído do livro "Ajuda ao Apocalipse" - Watchman Nee

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Caminho da Cruz

"Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?"  (Mc 10:38)

Precisamos entender a história do Monte da Transfiguração especialmente à luz do Evangelho de Lucas. Em certa ocasião, Campbell Morgan afirmou: "A natureza humana, depois da queda do homem, tornou-se cada vez mais vazia. Porque fomos destituídos da glória de Deus, por causa do pecado, a natureza humana nunca conseguiu florescer". 


Todavia, no Monte da Transfiguração, o Filho de Deus, como Filho do Homem, era o Homem Perfeito aos olhos de Deus. Essa foi a primeira vez na história da humanidade em que a verdadeira humanidade floresceu. Ali vemos a manifestação dessa glória. É por isso que Campbell Morgan sugeriu: "Se Adão nunca tivesse caído e tivesse tomado o fruto da árvore da vida, ele iria crescer continuamente. E, um dia, ele partiria deste mundo. Mas ele não partiria deste mundo através da morte. Então o que aconteceria? Ao receber o fruto da árvore da vida, ele estaria sendo transformado à imagem do Senhor Jesus. O sinal de que aquela vida estava madura seria algo semelhante ao que aconteceu no Monte da Transfiguração".



É por isso que precisamos entender a beleza da cena no Monte da Transfiguração. No que concerne ao nosso Senhor, Ele já chegara ao final de Sua jornada na Terra, Ele já havia atingido o ápice da vida. 

Daquele monte, Ele poderia ter ascendido aos céus, Ele já havia cumprido todo o propósito de Deus para Sua vida....mas o Senhor não partiu dali. Ele ainda não podia subir ao céu dali. Ele teve, antes, que descer o Monte Hermon até o Monte Gólgota e ali morrer por nós na cruz.


Aqui nos é dada uma definição do caminho da cruz. O caminho da cruz é o caminho que leva do Monte da Transfiguração ao Monte Gólgota. O nosso Senhor não precisava passar por esse caminho. Mas, para nos salvar, Ele não salvou a Si próprio....O Senhor amadureceu com um propósito: dar vida para outros


Extraído do livro "Grandes Profecias da Bíblia" - Christian Chen
Editora Tesouro Aberto 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Estou Crucificado com Cristo

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim."
(Gl. 2:20)

Uma vez salvo, o cristão vencedor deve levar a cruz e negar-se a si mesmo. É um mandamento do Senhor para os que voluntariamente o querem seguir. O ensino da cruz não é popular. O crente carnal evita este ensino bíblico; entretanto, as Escrituras dizem que todos nós os que temos crido já fomos crucificados com Cristo; mas nosso velho homem deve experimentar essa crucificação na realidade prática, levar e encarar a cruz em nossa alma, ou seja, viver essa experiência de morte e ressurreição enquanto estamos nesta terra; do contrário vivemos uma vida vencida. 

Quando isto ocorre, com freqüência somos dominados pelo pecado e por nossa própria vida natural, e como conseqüência não fazemos a vontade de Deus, e essa vida derrotada nos enreda em pecados e em obras que voltarão a nós quando regressar o Senhor, e teremos que dar conta dele. Se não aceitamos levar a cruz agora, é necessário que sejamos tratados no futuro.

Um derrotado é vencido pela carne, pelo mundo e por Satanás. Tomar a cruz é obedecer a Deus e estar disposto a passar por todas as situações que Deus haja previsto que passemos. No mundo, a alma tem seus deleites e seus próprios interesses, mas a cruz e o negar a si mesmo rompe com esses vínculos, e a pessoa se submete à vontade de Deus. Só o caminho da cruz nos leva a sermos verdadeiros vencedores; mas muito poucos se animam a abrir a porta que conduz a esse caminho. 

Extraído do livro "Os Vencedores e o Reino Milenar" - Arcandio Sierra Dias