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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Elias - Um Tipo do Arrebatamento

Observando o grandioso arrebatamento de Elias, ainda na dispensação da Lei, temos marcante profecia dos eventos dos últimos dias. Em Elias temos o modelo de prontidão, uma vez que ele foi o único homem que, de antemão, sabia do seu arrebatamento. Ele sabia do fato, e provavelmente da data que iria acontecer, e compartilhou essa informação com outros que o acompanhavam. Passo a passo, ele (como Enoque) andou com Deus: “o Senhor me mandou a Betel”; “O Senhor me enviou a Jericó”; “O Senhor me enviou ao Jordão” (2 Reis 2:2). 

Assim como Filipe - o homem arrebatado pelo Espírito (Atos 8:39) - é um tipo da alma arrebatada que buscava os perdidos, assim Elias é um tipo da alma que trabalhava no estabelecimento dos santos quando isso aconteceu. Ele combateu o rápido surgimento da apostasia em seu tempo, através do estabelecimento de locais de devoção e estudo nas escolas dos profetas. Elias amou aqueles que foram deixados para trás; e era ávido por deixar o melhor de si. Falava (com Eliseu) apenas de assuntos que não fossem incompatíveis com a faísca instantânea da presença de Deus; testemunhou pelo Senhor sem medo, esperou Nele sem desanimar – “Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, o achar fazendo assim” (Mt 24:46). Podemos, viver assim, como ele viveu, de forma que a contemplação do Advento seja pura alegria. 

Subitamente uma multidão de nuvens, o estrondo do trovão; um repentino tornado – uma carruagem de fogo – dois profetas separados – o arrebatamento de um profeta – um manto derrubado – um céu aberto – a tempestade acabou, e um profeta se foi. Assim são os ‘Elias’ – ‘senhores fortes’, que dominam o pecado e determinam, até certo ponto, o próprio destino. Eles desaparecem. Pelo milagre da transladação, pela santidade que tornou esse milagre possível, Elias fez mais pelos filhos dos profetas que talvez toda a sua vida e ensino jamais fizeram. 

Mas, nessa ocasião, uma memorável pista é dada do arrebatamento que ainda iria ocorrer. O Espírito coloca grande ênfase na palavra ‘dois’. “Ambos foram juntos”; “ambos pararam junto ao Jordão”; “passaram ambos em seco”. Temos então dois homens.  O Salvador, tempos depois, disse: “então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro... PORTANTO VIGIAI” (Mt 24:40). 

A separação das águas do Jordão ocorreu apenas três vezes, e em todas elas havia uma implicação do arrebatamento parcialmente revelada. Josué, um tipo da entrada dos vivos na Terra Santa pelo arrebatamento; Elias, um sinal de sua própria iminente remoção; e, então Eliseu; passando por um leito seco onde o Rio da Morte fluía se esvaziando no Mar Morto. 

“Se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará” [2 Rs.2:10], disse Elias a Eliseu quando ele pediu uma porção dobrada do Espírito. Enorme será essa necessidade para aqueles que forem deixados (Ap 3:18, 5:6); e, uma incalculável herança pode ser legada àqueles que seguirem os nossos passos, e finalmente participarem do nosso desaparecimento. O Espírito é derramado (como o manto) em Eliseu do alto dos céus abertos, e ele segue para realizar exatamente o dobro (dezesseis) dos milagres de Elias.  Por seguir de perto os passos de Elias, recusando ser abalado, bebendo profundamente do espírito de Elias, Eliseu “levantou o manto, feriu as águas, e elas foram dividiram para um e outro lado” – a natureza reconheceu o magnífico domínio que vem de Cristo – “e Eliseu passou.” No momento que o discípulo recebe o espírito de Elias ele participa do seu arrebatamento.  Enquanto Elias é uma rosa madura, Eliseu é um botão de rosa; mas tanto as primícias como a colheita serão reunidos no final, conforme vemos em Apocalipse 15, versículo 3. 

Muito instrutivos também são os dois grupos que permanecem – os filhos de Deus ainda na terra; e um mundo escarnecedor. Os Filhos dos Profetas, olhando dos alpendres mais altos, não creram na palavra profética que esteve nos lábios de Elias (2 Reis 2:5). Quando o arrebatamento ocorreu, ainda assim não acreditaram. Como foi algo invisível, organizaram um grupo de busca de montanhistas resistentes, para vasculhar a passagens da montanha e desfiladeiros íngremes onde o tornado poderia ter lançado o corpo de Elias. Então Eliseu, amadurecendo para o arrebatamento, fica envergonhado da falta de fé dos seus companheiros crentes (2 Reis 2:17). O único homem que vai encontrar o corpo de Enoque, de Elias ou do nosso Senhor é o homem que, compartilhando do espírito deles, for arrebatado para seu lar. 

É surpreendente observar os comentários Cristãos da atualidade, que prefiguram a incredulidade que virá por parte dos crentes não arrebatados. Alguns Cristãos explicam de diversas formas o desaparecimento de Elias. Uma explicação é que “ele pode ter sido atingido por um raio, ou carregado por um furacão, um tornado ou uma tromba d’água. Ele pode ter sido enterrado na areia, atirado no vale, ou no Jordão. Talvez possa ter sido carregado em uma carruagem pelos guardas do rei; ou se perdeu em uma nuvem descendo da montanha, e estava ainda vivo. Ainda, essa narrativa pode ter sido apenas uma visão que Eliseu teve em seu sono, durante o qual Elias o deixou” (citando Keil e Bertheau). 

Mas o mundo não será um lugar para os santos no tempo do fim. O mundo conhece, mas escarnece do arrebatamento. “Sobe, calvo! Sobe, calvo!” [2 Rs 2:23], gritaram arruaceiros para o Eliseu não arrebatado. “Sobe!”, ascende onde o seu mestre foi, porque você foi deixado? Vá embora! O mundo vai bem sem você. Os não vigilantes “vão andar nus, e os homens verão sua vergonha” (Ap.16:15). Isto ocorre em Betel, cidade cujo nome tanto Oséias como Amós mudaram de ‘Betel’, a Casa de Deus, para ‘Bete-Áven’, a Casa dos Ídolos. 

O arrebatamento surge em um pano de fundo de apostasia; e os escarnecedores do arrebatamento vão falar sob a sombra do Ídolo do grande escarnecedor, o Anticristo. “E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu” (Ap.13:6) – os arrebatados, que agora estão longe do seu alcance. 

Eliseu suportou o insulto por um tempo, então – evidentemente por uma direção de Deus em seu interior – se voltou; e, não no seu próprio nome, mas no de Deus, lançou a maldição, que é exatamente um dos julgamentos dos apóstatas, e uma das aflições da Grande Tribulação: “Se andardes contrariamente para comigo e não me quiserdes ouvir... enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão” (Lv 26:21); “então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles”; assim como Deus, no tempo do fim, vai matar “por meio das feras da terra” (Ap 6:8).

Assim, os ardentes e santos Elias permanecem diante de nós, como uma repreensão a toda a ideia de um arrebatamento fácil e imaturo. As tradições religiosas tentam encobrir a severidade dessa doutrina. Alguns pensam que o mais ultrajante apóstata - o crente excomungado por fornicação ou bebedice e dado a Satanás para destruição da carne - está ‘pronto’, e será chamado em um momento, como algo pra ele de alegria inigualável, para a presença do Senhor [1 Co 5:1-5; 1 Pd 1;8]. 

Alguns ensinam que todos os crentes da presente Dispensação serão glorificados no momento da volta do Senhor. Tentando uma solução alternativa, asseveram que, no final, todos os crentes vivos serão, por um ato excepcional da graça de Deus, tornados obedientes, santos e vigilantes. Isto é, ao menos, uma franca admissão de que eles não o são agora. Sem qualquer dúvida, o irmão incestuoso (por exemplo) era crente, e, se ele tivesse morrido no seu pecado, teria aparecido diante do Senhor excomungado.


Extraído do livro "Rapture" (Arrebatamento) - D.M.Panton

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Arrebatamento

Como esta presente era vai acabar? “Não pelo estampido da revolução”, diz um conhecido professor Cristão, “mas pela escada em espiral da evolução, então o mundo poderá passar para uma perfeita ordem e beleza. A ilha de corais da era de ouro não tardará muito a emergir sob a superfície de águas tempestuosas”. Ou, como outro escritor coloca: “Meu desejo é que pudéssemos alcançar o ideal Cristão de destruir a Igreja (1) permitindo que todo o mundo se torne uma Igreja”. 

Mas a Palavra de Deus é a única que pode julgar antecipadamente o futuro: Porque “temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atende-la, como uma CANDEIA que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2 Pedro 1:19).

Esse problema é definitivamente resolvido em uma parábola do nosso Senhor. Ele compara o mundo com um campo, o trigo semeado no campo são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno; a colheita é a Consumação do Século, e os ceifeiros são os anjos. Aqui estão as palavras supremas e decisivas: “DEIXAI-OS CRESCER JUNTOS [trigo e joio] ATÉ A COLHEITA” (Mateus 13: 30,38). 
Isso derruba toda a teoria da evolução gradual até o Dia do Senhor: 
(I) Porque o mundo na “Colheita” será um mundo malhado - trigo amarelo e joio preto - manchado com cores bruscamente contrastantes; e não um globo laminado na luz. O momento do Advento será a revelação das trevas mais densas da terra. “Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (Isaías 60:2). 

(2) “Pela escada espiral da evolução”: - isto supõe que todo o joio evolui no final para trigo. Mas o crescimento silencioso do trigo e do joio evolui para o fruto, e não para uma mudança de natureza: o joio venenoso amadurece para o fogo; o trigo amadurece para o celeiro. “atai o joio em feixes para ser queimado, mas, o trigo, recolhei-o no meu celeiro” (2).

(3) “Não pelo estampido da revolução”; isto é, por forças exteriores, mas por justiça interior, o mundo será salvo. O Filho do Homem, assentado nas nuvens, deixará descer uma rápida sucessão de anjos ceifeiros, varrendo a terra com uma poderosa segadeira: não evolução, mas uma revolução, governada por perfeita santidade, controlada por perfeita justiça, e esclarecida com perfeito discernimento, pode sozinha desalojar a iniquidade do império do mundo. “Porque os retos habitarão a terra, ...mas os aleivosos(3) serão dela desarraigados”.

1 - Provavelmente o escritor se refere a estrutura física da Igreja (Nota do Tradutor).
2 - Primeiro ajuntai o joio, atai-o em feixes: não quer dizer que o joio é colhido antes do Trigo, porque, tanto na natureza, como na graça, Vindima segue a Colheita. Na Síria a cevada é colhida em Abril, e trigo em Maio, e a vindima segue no final de Agosto. Então em Apocalipse 14, nós temos as Primícias (ver.4); então a Colheita (ver.15); e finalmente a Vindima (ver.18).
3 - Aleivosos – desleal, pérfido, fraudulento, traiçoeiro, calunioso (nota do tradutor).

Extraído do livro "Rapture" (Arrebatamento) - D.M.Panton


domingo, 13 de setembro de 2015

Quem Foi G.H. Lang



G.H.Lang (1874 - 1958)

Um Calebe Moderno
"ele perseverou em seguir-me"
Números 14 v.24

Dois homens corajosos nasceram em 1874; Churchill e G.H. Lang. O dia 20 de novembro marcará o centenário daquele professor da Bíblia lúcido e poderoso - GH Lang. Ele nunca foi chamado ante reis ou juízes, mas era uma raridade - um homem que ensinou aquilo que realmente acreditava, e viveu o que ensinou, independentemente das consequências. Esta simples coragem era para ele algo comum. Deus era seu pai, e sabedoria de pai é sempre boa. Recomendo a idéia para todos nós. Isso nos livrará de muitas mágoas, se recusarmos a olhar para os perigos, mas olhar simplesmente para Deus.

Sua infância foi passada em um lar cristão em Greenwich, Bennondscy e Sidcup (Inglaterra). Na idade de sete anos e meio ele confiou no Salvador; e dessa experiência ele escreveu: "foi tão real que ainda é vívido depois de 70 anos como se tivesse acabado de acontecer." A primeira de muitas aventuras, quando começou a aprender a ser guiado pelo Pai, ocorreu quando tinha cerca de 13 anos de idade, e foi atacado por uma gangue de bullying. Ele contou depois: "Eu estava prestes a responder quando algo forte me aconteceu. Surgiram em meu coração palavras que eu não tinha nenhuma lembrança de ter ouvido antes 'A resposta branda desvia o furor'. Eu mudei minhas táticas, respondi calmamente, e fui autorizado a ir para casa sem danos. Essa experiência foi um fator determinante para os próximos 60 anos. Tenho tido como certo que Deus irá trabalhar, falar, orientar e ajudar, e que a Bíblia é o meio que Ele escolhe para usar em Suas mensagens. Eu ouvi Sua voz no Livro não uma, mas muitas vezes." 

Em 1899 foi funcionário de um avaliador de seguro com muito boas perspectivas, mas um dia foi dada a ele uma tarefa que tocou sua consciência. Ele foi pedir conselhos a um amigo, quando uma voz disse "Instruir-te-ei..." (Salmo 32:8), então voltou para casa e esperou alguns dias. No dia 27, a Voz disse "E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (Cl.3:7). Ele percebeu imediatamente que não poderia fazer o trabalho demandado. Em 1 de junho, escreveu a sua carta de demissão, sem ter qualquer outro trabalho em vista. Eu me lembro dele me dizendo: "A tinta não tinha secado ainda na carta, quando uma paz profunda encheu minha alma." 

Ele prometeu ao Senhor aceitar qualquer trabalho a que fosse conduzido; "até então", ele me disse: "Eu disse que eu iria dedicar todo o meu tempo a Seu serviço." Seus olhos brilharam quando ele continuou: "Eu ainda estou esperando por esse trabalho." Assim, por 54 anos, serviu a Deus em muitas terras: Grã-Bretanha, Índia, Birmânia, Egito, Tunísia, Palestina, Síria, Escandinávia, Alemanha, Polônia, Romênia e outros lugares. Trabalhou no ensino, escrita e foi muito prezado por todos do seu grande círculo de amizades, aconselhando centenas de crentes a uma vida de total dedicação a Cristo.

Sua quase que última viagem foi para o casamento do nosso amigo George Patterson em 1953. Em 1954, aos 80 anos de idade, ele me disse que o Senhor havia dito a ele que suas jornadas tinham terminado, então começou a publicar uma nova revista, "O Discípulo", distribuída gratuitamente a todos os que desejassem lê-la em espírito de oração. Cada edição era publicada somente quando o Senhor enviava o dinheiro. Tenho um conjunto completo, 22 números, mais de 950 páginas; perto de meio milhão de palavras, mais de metade do tamanho da Bíblia, em grande parte escrito por meio da caneta de um homem doente em seus 80 anos. 

George Lang escreveu 14 livros importantes, e inúmeros folhetos, três dos quais foram publicados pelo Enfield Christian Bookshop! Lembro-me dele dizendo: "Nenhum homem deveria escrever um livro até os 40. Ele precisa provar suas teorias na prática antes da publicação." Todos, menos nove de seus muitos escritos foram publicados depois que ele chegou aos 50.

Seus pontos de vista sobre as profecias e o porvir não tinham aceitação universal: seus pontos de vista sobre a Igreja, as exposições mais lúcidas das escrituras que eu vi, são inaceitáveis ​​para a maioria dos cristãos denominacionais e seus líderes. Ele confiava sua reputação a Deus, e quando as portas se fechavam, encontrava outras abertas pelo Senhor! Ele sempre se manteve estritamente em silêncio diante dos homens sobre o tema de suas necessidades financeiras. Ele realmente viveu pela fé.

Provavelmente seus livros mais influentes foram a biografia de "Anthony Norris Groves" (1939) e "As Igrejas de Deus" (1928). Em minha opinião, todos os crentes devem lê-los antes do seu 25o aniversário. Assim, eles evitariam ter de desaprender muito depois em outro momento da vida. 

A espiritualidade determinada, graciosa e tranqüila de Lang, resultou de um amor por Cristo, que valorizava, mais do que qualquer outra coisa, o grande dom que o Salvador ressuscitado lhe dera, a unção pessoal do Espírito Santo, que segundo ele ocorreu no 30º ano de sua vida.

Os títulos de alguns dos seus melhores panfletos são provas desta grande preocupação; "Os direitos do Espírito Santo na Casa de Deus"(1938); "Deus trabalha em suas próprias linhas"(1952); "A Habitação pessoal do Espírito Santo"(1954); "Orar é trabalhar"(1918).  

F.F. Bruce conclui seu epílogo da edição póstuma da biografia de Lang assim: "Ele toma o seu lugar seguro nas fileiras daqueles a quem somos convidados a levar em conta: Lembre-se de seus guias, que falaram-lhe a Palavra de Deus, considere o resultado de sua vida, e imitem a sua fé. "(Hb.13:7).

Tenho tido sorte de conhecer várias pessoas totalmente dedicadas a Cristo. G.H. Lang era um deles. Agradeço a Deus por sua memória.


Extraído de texto de M.Collier.

sábado, 12 de setembro de 2015

Quem foi D.M.Panton?

D.M.Panton (1870 - 1955)


David Morrieson Panton nasceu no ano de 1870 na Jamaica, e seu pai foi um missionário da Igreja da Inglaterra. Seu tio era o arcebispo das Índias Ocidentais. Panton estudou direito em Cambridge, na Inglaterra, com o propósito de se tornar um advogado. Na faculdade, no entanto, ele teve um tutor, chamado Labarestier. A partir dele, pela primeira vez ele ouviu as doutrinas da vinda do Reino e da glória de Cristo durante os últimos mil anos de existência da terra, e das condições em que os discípulos devem ser chamados a partilhar este reinado especial.

Estas verdades revolucionaram sua vida, e tudo isso o levou a abandonar a carreira jurídica; a viver na recusa de favores e recompensas; nunca ter se casado (se dedicando inteiramente à palavra), viver em alojamentos, com simplicidade, derramando toda a sua vida e energia por meio de bênçãos expressas em tudo que ele tocou. Estas verdades e toda esta doutrina bíblica, ele expôs e defendeu em muitos panfletos e escritos. Nos últimos 31 anos de sua vida, fez isso por meio da revista The Dawn [O Alvorecer]. Ele foi o fundador, proprietário e Editor, dessa revista, que foi um instrumento para tornar conhecidas as doutrinas que, embora claramente enunciadas na Palavra de Deus, se tornaram praticamente uma letra morta para a maioria dos cristãos.

Houve uma época em que a grande doutrina fundamental da Justificação pela Fé tinha sido apagada da mente dos cristãos, até que Lutero foi levantado e comissionado por Deus para a desenterrar e torná-la conhecida. Da mesma forma, a doutrina de responsabilidade e prestação de contas ao Redentor por parte de cada alma redimida, deixou de fazer parte do conhecimento da maior parte da Igreja. E o efeito futuro gerado sobre o crente a respeito da forma em que vive a sua presente relação com seu Redentor é completamente ignorado pela maioria. Como um agente responsável de Cristo, ele deverá prestar contas de sua administração no tribunal de Cristo; e dos lábios de seu Senhor ele receberá a sentença devida, seja ela boa ou ruim, de acordo como a sua conduta. Tudo vai depender da forma como ele viveu, se tem sido fiel ou infiel, obediente ou desobediente, santo ou pecador. Isso é quase que ignorado no ensinamento da Igreja, e só o pensar nisso é odioso para muitos. No entanto, isso é tão claramente definido na Escritura como é a doutrina da justificação pela fé. Esse ensino se destina a produzir o amadurecimento, firmeza e vitória na vida do discípulo que observa e aguarda o retorno de seu Senhor. Assim ele poderá sair com alegria para encontrá-Lo e ser recebido por Ele.

D.M.Panton acreditava que Deus colocou o “The Dawn” em suas mãos para dar a conhecer amplamente estas doutrinas. Ele se alegrou de não estar algemado por interesses financeiros, podendo assim proclamar todo o conselho de Deus, sem pensar em qualquer presente retorno para si mesmo. Ele foi fiel a seu cargo até o fim. 

"Embora no final de sua vida ele estivesse praticamente acamado, fraco e dependente de cuidados de seus irmãos, e sua mente tivesse se tornado quase um branco para muitas coisas do presente, ele ainda estava totalmente vivo para as coisas de Deus. Ele trabalhou sem vacilar dentro do seu cronograma para produzir cada edição da "The Dawn". Quando foram buscar a edição de junho para impressão, ele corajosamente alegou que já a tinha produzido e enviado, e que estava começando a edição de julho no dia seguinte. Ele não começou a edição de julho no dia seguinte - mas foi insistente que a edição de junho já estava concluída. Nós não conseguimos encontrá-la em suas pilhas de papéis, nem poderíamos mexer muito de perto nelas, porque ele achava que iríamos desorganizá-las, apesar de parecer uma confusão para nós, não era para ele. Nós acreditamos que ele tinha se confundido em supor que havia conseguido concluir a edição. No dia seguinte, ele parecia muito mais com seu antigo eu. Ele pediu que limpássemos os seus  óculos e pegássemos sua Bíblia, e leu a segunda epístola de Paulo por algum tempo. Parecia que ele estava revivendo novamente; então ele adormeceu. Sua Bíblia se encontrava aberta, onde estava lendo, e ele não retornou mais à consciência. Os pensamentos que tinham enchido o coração de Paulo, aquele guerreiro valente, quando escreveu a Timóteo pouco antes de sua morte, encheram o coração do nosso amado guerreiro quando passou para a presença do Senhor, que ele amou e serviu até suas últimas forças: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora, está reservada para mim a coroa da justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a Sua vinda". As palavras com as quais ele havia nos exortado durante a sua longa vida, foram o seu próprio conforto em seus momentos finais.

Descobrimos, depois de sua partida, que ele havia realmente produzido a revista de junho! Ele tinha rotulado por engano a edição de “maio”.

Ele havia a preparado dentro dos prazos, a tempo para a sua emissão habitual em junho, ainda que tivesse sido levado para estar com o Senhor no dia 20 de maio. Ele realizou seu trabalho até o fim sem falhas. Não deixou nenhum trabalho pela metade, inacabado (Algumas dessas memórias são extraídas da última edição da Revista "The Dawn").



Extraído de um texto de Roel Velema.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Quem foi Robert Govett?


Robert Govett (1813 - 1901)


Robert Govett (Staines, Middlesex, 14/02/1813 - Norwich, Norfolk, 20/02/1901) foi um teólogo Britânico, pastor independente da Surrey Chapel, em Norwich, Norfolk, Inglaterra. Seu avô materno foi William Romaine (1714-95), um famoso pastor e evangelista do século 18, autor do livro “A Vida, Caminhada e Triunfo da Fé”. Durante os anos de seu ministério, Robert Govett se tornou conhecido por causa de sua brilhante capacidade dedutiva e analítica. Ele escreveu muitos livros. O mais conhecido foi “O Apocalipse” (1861-65). O professor Wilbur M. Smith disse sobre esse livro: “Essa é uma das mais profundas obras sobre o Apocalipse que eu conheço. Minha opinião é que ele traz em sua interpretação um conhecimento mais completo das Escrituras e sua conexão com o último livro da bíblia, do que qualquer outro autor dessa geração”.

Govett era da opinião de que as Escrituras deviam ser sempre reexaminadas e escrutinadas, quando houvesse alguma nova luz recebida. Por causa disso, com o passar dos anos, tornou-se independente em muitos dos pontos de vista denominacionais outrora adotados.

Spurgeon uma vez disse sobre Govett: “O Sr.Govett escreveu cerca de cem anos antes do seu tempo, e chegará o dia que suas obras serão entesouradas como o ouro refinado.” Ele foi cada vez mais tomado com o assunto de escatologia, e defendia a opinião de que antes da Grande Tribulação haverá um arrebatamento parcial ou seletivo, e que apenas aqueles santos dignos desse arrebatamento (as primícias) serão dignas de reinar com Cristo durante o Milênio. Ele parece ter sido um dos primeiros, se não o primeiro, a apresentar uma visão clara do tribunal de Cristo e do seu propósito em relação ao reino milenar. Assim, este é um ponto de destaque dentro da maior parte de seus escritos. Através da Escritura, ele delineia claramente a diferença entre a vida eterna, o dom gratuito que Deus dá àqueles que aceitam o preço pago pelo Seu Filho, e o prêmio, a recompensa do reino milenar, que se pode alcançar através da produção das boas obras ou frutos que emanam de uma caminhada de fé. O último dos dois é oferecido a todos os santos pelo Todo-Poderoso, mas só é dado àqueles que tenham se submetido à obra do Espírito Santo em direção à santificação pessoal.

Embora ele tenha iniciado seus deveres na Igreja da Inglaterra como um pastor anglicano, foi ao testemunhar um batismo de imersão que se tornou imediatamente convencido da sua integridade bíblica, e, posteriormente, foi assim convencido do erro do batismo infantil por aspersão. Pouco depois, renunciou ao seu cargo dentro da Igreja da Inglaterra, sem saber como iria se sustentar. Foi neste momento, depois de ter sido fiel à verdade mostrada a ele, que o Senhor interveio. E, como recompensa por sua obediência, o pastorado surgiu em uma comunhão independente em Norwich.

Eventos como estes se tornaram um ciclo que se repetiu diversas vezes ao longo de sua vida. À medida que o Senhor lhe revelava alguma nova verdade, ele respondia, na prática, corrigindo seus pontos de vista e pregando em conformidade com a revelação e luz que tinha acabado de receber. Havia poucos pontos, dentro de suas próprias crenças, que mantinha em segredo. Como resultado, em sua busca pela verdade, estava aberto a examinar a mais ortodoxa das doutrinas. Isso, algumas vezes, significava ser condenado ao ostracismo por aqueles que tinham permitido que a tradição se instalasse e assumisse o lugar onde existia a vida “do Cabeça”. Mas, Govett estava disposto a pagar o preço. Além disso, estava tão ocupado em conhecer e servir a seu Deus amoroso, que era tão vivo em sua vida de uma forma tão prática, que ele nunca se casou. Em vez disso, permaneceu fiel ao chamado sobre sua vida, pastoreando o rebanho que tinha sido dado a ele em Norwich até o momento que o Senhor achou por bem levá-lo para casa.

Há duas características predominantes dentro de seus escritos, que produziam um testemunho de alguém que tinha amadurecido em uma caminhada íntima com o Senhor. Uma delas era a sua capacidade de tomar as diversas facetas dos tipos, sombras e símbolos da Palavra e sobrepô-las, a fim de compará-las umas com as outras. Essa abordagem foi usada por ele para confirmar se seu entendimento ficou em linha com as razões e propósito de Deus. Por exemplo, se o simbolismo subjacente entrou em conflito com o que parecia ser o significado literal de uma porção da Escritura, ele tentaria resolver o conflito até resolver o problema. Assim, seus escritos são ricos nos tipos e sombras do Antigo Testamento, que ele considerava que deveriam ser aprendidas caso fosse esperada uma compreensão adequada do seus cumprimentos no Novo Testamento. A outra, era a capacidade que ele desenvolveu de entrar no sentido profético da Palavra. Este é um traço que é distintivo entre os que têm desenvolvido uma sensibilidade em seu espírito para a mente do Espírito, a tal ponto de adquirirem uma capacidade aguda de extrair da bíblia o “Rhemma” ou palavra viva.

Em sua época, ele era um instrumento usado pelo Senhor para levar as almas dos homens do leite da palavra para o alimento sólido. 

Ele pastoreou a Igreja de Surrey Chapel até sua morte. D.M.Panton foi seu sucessor. Alguns membros conhecidos da sua congregação foram Evan Hopkins e Margaret Barber. Margaret Barber se tornou conhecida como mentora espiritual de Watchman Nee.




Parte de texto do livro "Gleanings from Robert Govett" -  Sentinel Kulp.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Treinamento da Igreja Hoje

"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado."
(1Co 9:24-27)
A partir da regeneração dos membros do Corpo de Cristo; a Igreja já vive dentro da esfera do reino de Deus, e como em todo reino, no reino de Deus há claras normas de governo e de disciplina, e é necessário que todos os redimidos sejamos não só governados e disciplinados, senão também treinados para governar com Cristo na eventual manifestação do reino dos céus.
Este é o tempo em que, de acordo com o sermão do monte de Mateus 5-7, a Igreja, como a atual realidade do reino dos céus, deve ser treinada, disciplinada, provada, purificada, limpa, experimentada em uma vida austera, em tribulações e restrições, corrigida em tudo. Nos pequenos reinos e feudos que se tem formado no cristianismo, a Igreja está sendo guiada pelos caminhos largos e amplas portas que facilitam a entrada à prosperidade econômica; os irmãos são treinados para ganhar méritos próprios diante do Senhor para serem dignos de ricas "bênçãos" terrenas, que satisfaçam seus deleites carnais aqui e agora.
Estamos na era das ovações e as distinções entre os homens. Para que esperar o futuro? Não há preparação para merecer o reino, porque se desconhece tudo do reino. Para quê mais reino, se já a grande massa está reinando. Se dizem: "Somos os filhos do Grande Rei; já estamos reinando". Muitos querem reinar desde agora, mas recusam pagar o preço da coroa. É melhor reinar na manifestação do reino futuro, e estar sobre todos os bens do Senhor (cfr. Mateus 24:47), que reinar aqui.
Ninguém, exceto os vencedores, querem ocupar-se na confecção e bordado, com o Espírito Santo, do vestido de linho fino, limpo e resplandecente, sem mancha, para poder participar nas bodas do Cordeiro; porque esse vestido é individual, pois é feito em nosso viver diário com o Senhor, o que fazemos, a Palavra diz que são os atos de justiça de cada santo em particular. As ações justas de outro santo não servem a ti para que possas participar nas bodas do Cordeiro, enquanto tu não negares a ti mesmo, e teu andar não for no Espírito de Deus.
Por tudo isso, a Palavra de Deus fala de vencedores, porque só os vencedores podem chegar a ser pobres no espírito, ter capacidade para suportar o sofrimento, ser mansos, ter fome e sede de justiça, ser misericordiosos; só os vencedores podem ser limpos de coração, pacificadores; só os vencedores tem capacidade de padecer perseguição por causa da justiça e ser vituperados por causa do Senhor, e por cima de tudo isso, se regozijar e alegrar, sem devolver mal por mal, sem queixar-se, e sim bendizendo a seus detratores; só os vencedores são capazes de voltar a face esquerda ao que lhe fere ou golpeia a direita. Só um vencedor tem a capacidade de se contentar com qualquer que seja a situação pela que tenha que passar, seja de necessidade ou de abundância, e poder manifestar como Paulo: "tudo posso naquele que me fortalece " (Fp. 4:13).



Extraído do livro “Os Vencedores e o Reino Milenar” – Arcandio Sierra Diaz

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Desejando o Senhor!

"Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das cousas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria, e para o seu povo regozijo" (Isaías 65:17-18).


Deus está dando aqui uma poderosa declaração à noiva de Cristo. Na realidade, está dizendo, "No meio da provação que você vive nesse instante, fixe esta verdade em tua mente: o mundo presente não é o teu lar. Tudo o que você vê passará - a terra, a lua, o sol e as estrelas. Estou criando um novo mundo, onde não há incêndios, inundações, demônios, sofrimentos nem aflições".
Percebe a mensagem? Suas lutas vão acabar, e os problemas passarão. Portanto fixe os olhos em Cristo, e ponha o seu afeto em passar a eternidade com Ele no novo mundo. De acordo com Jesus, o mundo no qual lutamos agora com toda dor e tristeza, não será lembrado quando esse dia chegar; ele nem entrará em nossas mentes! (ver 65:17).
Amado, isto me diz que o sofrimento que muitos estão suportando agora não é prova - é treinamento, ensino. Estamos sendo preparados para um mundo onde não haverá mais dor. E esse mundo vai ser povoado com novos corpos. Paulo nos diz que o corpo que baixa à sepultura não é o mesmo que sairá de lá. Teremos um novo corpo, um corpo com o DNA do próprio Cristo.
Abraão é um exemplo de alguém focalizado no mundo por vir. A Bíblia diz dele, "Pela fé, habitou... como (estrangeiro) em terra alheia... porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus" (Hebreus 11 :9-10).
Abraão passou por uma grande prova de fé quando em obediência a Deus, ofereceu seu filho Isaque como sacrifício. No entanto, mais que sua fé provada, Abraão tinha perdido o interesse por esta terra - um fato comprovado quando ofereceu seu filho. Ele tinha fé que havia um propósito maior do que ele podia ver. Eis um homem que verdadeiramente estava no mundo, mas não fazia parte dele, vendo sua cidadania em um outro mundo.
Agora considere o que Hebreus diz de Cristo "(Ele)...sofreu fora da porta" (13:12). Jesus sofreu como estrangeiro - sempre fora da religião formal, fora da sociedade aceita. No entanto, Cristo também estava "fora" no sentido de não ter lugar aqui na terra, nem sequer para reclinar a cabeça. Em tudo que Jesus fez, sempre olhou para o céu.
Como o nosso Salvador, e como o nosso antepassado Abraão, "Não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir" (13:14). Vivemos e trabalhamos nesta terra, porém somos estrangeiros aqui; nossa verdadeira pátria está na Nova Jerusalém. Portanto, Hebreus urge, "Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando seu vitupério" (13:13). Enquanto não estivermos também "fora" do arraial - fora das cobiças e materialismos deste mundo - não estaremos onde nosso Noivo está.
Vivo numa casa boa e dirijo um bom carro. Porém continuamente vigio para que as coisas materiais não tomem as rédeas do meu coração. O fato é que você pode ter uma fé poderosa e, todavia não desejar ardentemente a Cristo. "Ainda que eu tenha tamanha fé a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei" (1 Coríntios 13:3).
Tristemente, quando olho ao redor, vejo multidões de crentes que têm fé vencedora, porém não têm um desejo veemente de estar com Cristo. Em vez disso, têm os olhos fixos nas coisas deste mundo e em como obtê-las. Acho que tais pessoas não querem ouvir a respeito de como se fixar no céu ou afastar-se desse mundo. Para elas, tal mensagem significa uma interrupção da "boa vida" que desfrutam aqui.
Graças a Deus, que Ele tem uma maneira maravilhosa de nos empurrar para fora da porta. Ele nos diz, em essência, "Se vou te entregar o Meu Filho em matrimônio, não pode haver outra atração em tua vida. Quero estar seguro de que não estás cobiçando algo ou alguém que não seja Cristo. O teu sonho mais excitante, o que atrai mais fundo no teu coração, tem que ser o desejo de estar com Cristo".
Amado, isto explica muitos dos profundos sofrimentos de retos santos - que andam em fé. Pense: como Deus tirou os filhos de Israel do Egito? Ele tinha que colocá-los numa fornalha do sofrimento, para levá-los a ponto de gritarem: "Basta! Não quero mais ficar aqui". Então, quando chegou o momento de Deus dizer "Vão," estavam preparados para desarraigar-se e moverem-se para a Sua Terra Prometida.
Que Deus ajude a nos desengajarmos do espírito materialista destes tempos, e a transferir todo nosso afeto à Nova Jerusalém.


Extraído do texto “Nem todo o Sofrimento é uma Prova” – David Wilkerson